“Busque mesmo que no vento, palavras de alento quando as bocas que estiverem mais próximas não falarem mais para você.Busque palavras estas, que digam com sinceridade, e proponham finalmente a serenidade, a paz, a calma que tanto merece.Busque, sem parar, sem fim. Grite e escute a própria voz que sai da sua boca. Boca esta, que fala como você gostaria que falassem com você.Sim, sua voz. Música, canção, melodia que reconhece como parte sua. Algo que não lhe fará mal.Escute o eco, e procure sua origem. Vire-se de um lado para outro e deleite-se com a perfeita paz de seu próprio alento.Porém, se a audição apurares, verás que o teu alento não volta de forma ímpar.Verás que lhe é chegado um outro alento, vindo de uma boca, que não a sua.Uma boca que fala teu nome com paixão, que reza todos os dias por você, que no meio de toda a sua solidão vem te acalentar.Boca que chama, reza, beija e se abre em um sorriso pleno quando vê esta mesma luz saltar dos lábios teus.Então o mundo fará parte de um todo consciente na intenção de deixar de lado o fardo pesado de um passado indo rumo à novos horizontes no presente.E a partir de então, perceberás que a solidão não é mais a sua única companheira, e também que esta mesma boca que te chamou, acalentou e rezou por você, estará sempre do seu lado para te iluminar com um sorriso igual ao teu quando precisar…”(A.Alex.B.C.)
E é em meio a esta solidão, sem bocas, vozes, ventos, horizontes, que me escondo dentro de um mundo totalmente meu, iludido de possibilidades, crente na grandeza do amor fraterno. Perdida por um motivo e procurando vários outros para me encontrar. Seguir ditando passo a passo o caminho de algum canto que ainda não cheguei e nem sei se chegarei. Vendar os olhos e o coração para passar despercebida por uma multidão de desconhecidos e chegar ao final e poder dizer; é, acho que vivi.
